Pra mim, não tem nada relacionado a hedonísmo, a frustração, a juventude. Pra mim está relacionado a simplicidade, evitar problemas. Porque, uma vez que o problema existe a única forma de se livrar dele é resolvendo. E eu não gosto de resolver problemas, ainda mais quando esses problemas dizem respeito a relacionamentos.
Sou do tipo que tem preguiça de DR. Fujo de discussão igual diabo foge da cruz e quando complica eu não sei o que fazer.
Pra mim relacionamentos precisam ser baseados na amizade. Sabe, amigos? Conversa, bebe, faz nada, se diverte… Exclui o ciúme, a carência, a família, o compromisso e só deixa o sexo. Pronto!
Pra que complicar?
Sabemos quando estamos prestes a perder alguém. E por mais que a gente saiba, continuamos a pensar que a pior coisa que pode acontecer em nossas vidas, é perder. A gente perde o hábito, o carinho, as brincadeiras, o conforto… mas não o amor.
A pior parte é quando começamos a nos recuperar da perda, porque seres humanos se engam o tempo todo. O auto-engano é inevitável e a verdade, como sempre, é dolorosa. Primeiro ficamos sem chão, sem saber se iremos conseguir levantar pela manhã e aí vem necessidade de ser forte, de ter que continuar com a vida. E continuamos… aí entra o auto-engano, sempre ele. Por um momento nos obrigamos a estar feliz mas você só se recupera quando tem que dar o passo adiante, e o passo adiante significa encontrar outra pessoa e esquecer daquela que você perdeu.
Sempre iremos subestimar. “Não vai ser tão legal”, “Eu não amo”, “Estou bem sozinha”. Mas a verdade é que isso não existe e só pensamos nisso porque precisamos nos defender de nós mesmos, do auto-engano. Aí notamos que somos incapazes de entender os nossos sentimentos e que não dá pra ser superficial mesmo que essa seja a melhor das opções.
E aí é onde dói. E dói porque não temos opção e precisamos seguir em frente e compreender o que estamos sentindo, se temos certeza… enfim, dói. E no final, a gente não entende nada, só a dor.

Para alguns pode parecer besteira, muito drama e etc. Acabo de sacrificar meu cachorro e me sinto horrível. Não por ter sacrificado, não tinha a menor condição dele continuar “vivendo” daquele jeito, e nem eu.
Mas foram 8 anos dormindo do lado dele, brincando, dando bronca quando precisava, brigando pra ele descer da minha cama e deixar eu deitar, rindo quando ao invés dele levantar a patinha pra fazer xixi levantava pra fazer cocô, quando ele demonstravao estranhamento que tinha com outros cachorros como se ele não fosse da mesma espécie, quando ele ficava tão feliz que não aguentava segurar o xixi e correr até o “banheiro”… fazia xixi no meio do caminho e depois se colocava de castigo porque sabia que tinha feito errado.
Não teve uma vez, em oito anos, que eu chorei e ele não estava por perto, pedindo carinho, me distraindo, olhando com cara de preocupado tudo pra me fazer parar de chorar. Quando alguém que ele não conhecia fazia algum movimento brusco ou me abraçava ele virava um pit bull, claro que nunca morderia, mas assutava… como assustava.
Quando ele ficou doente eu fiquei também, de verdade. Minha vida virou uma bagunça e minha saúde foi pro espaço, só eu sei o esforço que eu fiz pra proporcionar uma certa qualidade de vida pra ele, sempre estive bem consciente, sabia que não viveria muito mais e sabia que não havia mais nada que eu pudesse fazer. Mas ele impressionou TODOS os veterinários, todos. Comecei a chamá-lo de Highlander depois de um tempo, porque todo veterinário que examinava ele (e olha que foram pelo menos 10) se perguntavam como era possível ele estar vivo, serviu de “portfólio” pra clínica que eu o levava.
Gastei muito dinheiro, um dinheiro que eu não tinha. Mais de três mil reais só em um mês. Me endividei, cheguei atrasada no trabalho e faltei diversas vezes, “abri mão” da minha vida social, chorei muito e depois fiquei muito forte.
Foi horrível, foram 6 meses de sofrimento que eu não desejo pra ninguém que tenha cachorro. Porém, chegou a um ponto em que eu torcia pra chegar em casa e encontrá-lo morto, mas ele resistiu. Chegou hoje, 30/08/2011. E hoje, eu tive coragem pra fazer algo que nunca imaginei que faria. Dói, muito, demais… a sensação de impotência é terrível mas eu prometi no dia em que peguei ele, com 45 dias de vida e sem dente nenhum na boca, que faria tudo o que fosse possível pra ele ser feliz.
Acredito que tudo na vida aconteça por algum motivo e que sempre se aprende algo das coisas boas e principalmente das ruins. Dessa vez, me surpreendi com a minha capacidade de “tomar conta” de alguém. E percebi também que não estava fazendo isso por ele só porque ele foi um membro da minha família. Percebi que faria isso por QUALQUER UM que precisasse de mim.
Se o amor fosse suficiente, o Axl ainda estaria aqui comigo. Não foi o suficiente pra manter ele saudável, mas foi o suficiente pra me fazer tomar coragem e não ser egoísta ao ponto de me contentar com o sofrimento de alguém só pra TER algo comigo.
E acho que se o Axl apareceu na minha vida com o propósito de me ensinar alguma coisa, isso foi o principal.
antes eu tinha muita coragem, hoje tenho medo até de atravessar a rua.
antes, eu achava que nunca iria acontecer comigo.
hoje, eu acho que se for acontecer, vai ser comigo.
antes, eu não pensava no fracasso como uma opção.
hoje ele é uma realidade.
eu costumava achar que as coisas iriam acontecendo, assim como a puberdade. um dia eu acordaria e seria bem sucedida, bem casada, bem resolvida.
hoje eu sei que a única coisa que acontece assim é a maturidade que vem chegando, assim como a puberdade.
antes eu tinha certeza.
agora, não sei de mais nada.

O Rei Leão foi de longe o filme que eu mais assisti na vida, até hoje, sei todas as falas, todas as músicas, todos os personagens, todas as curiosidades, enfim, é com certeza, meu filme preferido (e só Deus pode me julgar! haha).
Depois de muita procura, muito desespero e frustrações por causa de downloads com erro, finalmente, assisti mais uma vez o filme que já tinha assistido mais de 370 vezes (sendo 5 vezes no cinema em 1994 e 365 vezes no ano em que ganhei o vhs).
E aí? Bom, pra variar, o filme mais do que nunca, fez sentido e se encaixou perfeitamente com a minha vida depois dos 20.
“Quando o mundo vira as costas pra você, você vira as costas para o mundo”, diz o Timão no filme. Não, errado, a moral da história é: Hakuna Matata não existe, se você tem um problema e simplesmente vira as costas para ele, mais cedo ou mais tarde ele aparece e você tem que resolver de qualquer jeito, de uma forma muito pior. Isso, o Simba só aprendeu depois de adulto, ou seja, se ele fosse humano, só aprenderia depois dos 20.
Isso, na verdade, é a Disney ensinando os adultos que levam as crianças no cinema a lhe dar com os problemas da vida. Tomem essa, então! E ninguém percebe, sabe porque? Por que se livrar de um problema é tão difícil quanto resolver um problema.
Tá aí, vivendo e aprendendo.
antes dos 20, resolvia minha vida com 20 reais.
depois dos 20, só consigo resolver minha vida com quase 20 mil.

Bem antes dos 20 aprendemos a diferença entre meninos e meninas.
Meninas são mais sensíveis, choram com facilidade, sofrem desde cedo com as mudanças do corpo, são mais responsáveis, estudiosas e quando se apaixonam ficam sonhando acordadas.
Já os meninos são menos sensíveis, choram menos (pelo menos na frente das meninas) e não sofrem tanto com as mudanças do corpo, são bons nos esportes e desatentos em sala de aula. Quando se apaixonam, é sempre pela menina mais bonita do colégio e nunca pela pobre coitada que está sofrendo com a puberdade precocemente.
A diferença é que quando o menino se apaixona, ele se entrega instaneamente. Já a menina reluta e faz cu doce mesmo estando completamente apaixonada, faz parte do jogo!
E é assim a vida inteira, até depois dos 20.
Primeiro ela rejeita e depois chama o menino pra sair, como quem não quer nada. O que é uma atitude imbecil, rejeitar aquilo que você quer. Mas é assim que funciona…
E essa é a hora em que os papéis se invertem e o menino não corre mais atrás e se faz de difícil. Eles sabem disso, elas sabem disso. Todos sabem como funciona esse tipo de coisa, mas existe uma regra que fica implícita nisso tudo e não pode ser quebrada e ninguém fala disso abertamente, nunca.
Isso sempre resulta em algum mau entendido, os dois ficam confusos e ninguém se entende. Até a situação ficar insuportável e alguém tomar uma atitude.
Daí pra frente, cada história é uma história e cada caso é um caso.
No final das contas, mesmo depois dos 20 agimos como se tivéssemos 9.
O menino escreve mais de cem vezes o nome da menina no caderno, pede ela em namoro, ela rejeita, ele insiste, ela aceita e se esconde no banheiro quando combinam de dar o primeiro beijo.
Na verdade, as meninas tanto de 9 quanto as de 20 só querem ter certeza de que o menino valerá a pena, porque quando elas só querem “o momento”, elas brincam de salada mista.
E entre a pêra, a uva e a maçã, elas escolhem a salada mista.
Antes, bem antes, o eclipse era um puta evento! Comprava filme só para olhar pro céu sem ferir os olhos. Eu sempre tentava olhar sem o filme, só pra desafiar os telejornais que pediam encarecidamente que não olhássemos para o sol, caso contrário, você poderia ficar cego (claro, que esses eram os exageros cometidos por uma mente de 5 anos de idade).
Mas ao menor movimento, minha avó, muito esperta, já olhava pra mim e dizia “Não tira o filme do olho! Se pega na vista…”
Hoje, aos 22, eu assisto o Eclipse assim, pelo Youtube.
Pelo menos não ficarei cega.
Queria saber quem foi que quis dividir as fases da vida a cada 5 anos. Explico:
Até os 5 anos de idade, somos bebês.
Até os 10, somos crianças.
Dos dez aos 15, somos pré-adolescentes.
15 aos 20, adolescentes… (Isso se dividirmos friamente, claro! Nem sei se hoje em dia as coisas funcionam assim, já que o mundo está cada vez mais precoce…)
E daí pra frente, nos tornamos, enfim, adultos.
Parece que quando passamos dos vinte anos paramos de contar a vida a cada cinco anos, isso porque, não há mais nada que divida claramente a vida em fases. Nenhum acontecimento crucial, que acontece inevitavelmente devido a fatores físicos e etc. Todos os “acontecimentos” depois dos 20 são (deveriam ser) planejados e podem ser evitados.
É como se a vida parasse de fazer a parte dela sem que você concorde com isso ou não. Dos 20 pra frente, você precisa aprender a andar de bicicleta sem rodinhas.
Criei esse tumblr pra divagar sobre isso, sobre como a vida pode ser complicada quando se tem mais de 20 anos, quando chega a hora de construir coisas e decidir sua vida pelos próximos 50 anos, pelo menos. Quando chega, finalmente, a hora de executar todos os planos ou simplesmente, replanejar.
Enjoy it! :)